Consignado privado em 2026: o maior mercado que a maioria dos consultores ainda ignora
A regulamentação abriu um mercado de R$ 500 bilhões. Entenda como se posicionar antes que fique disputado.
Por décadas, o crédito consignado foi exclusividade de servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS. Para os trabalhadores do setor privado — a maioria dos brasileiros com carteira assinada — a única alternativa era o crédito pessoal comum, com taxas duas a três vezes mais altas.
Em 2023, o governo mudou isso. A regulamentação do consignado privado abriu um mercado que a Febraban estima em R$ 500 bilhões. Em 2026, o produto ainda está em fase de adoção — e quem se posicionou cedo está colhendo os frutos com pouca concorrência.
O consignado privado é o maior produto de crédito da última década em termos de mercado potencial. E a maioria dos consultores ainda não começou a oferecer.
O que mudou com a regulamentação
O mecanismo é semelhante ao consignado público: as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento do trabalhador. Isso reduz o risco de inadimplência e permite que os bancos pratiquem taxas menores.
A mudança principal foi a criação de um sistema de garantias que tornou o produto viável para empresas privadas. As empregadoras precisam aderir a plataformas conveniadas — e os funcionários passam a ter acesso a crédito com taxas entre 1,7% e 2,5% ao mês, contra 3% a 6% do crédito pessoal tradicional.
Por que é uma oportunidade enorme para o consultor
O trabalho de venda aqui é dos mais simples do mercado. A conversa com o trabalhador não é "você precisa de crédito?" — a demanda já existe. A conversa é "você sabia que está pagando três vezes mais caro do que poderia?"
Quem tem cheque especial, cartão rotativo ou empréstimo pessoal pode economizar centenas de reais por mês fazendo uma portabilidade para o consignado privado. É uma proposta de valor objetiva, fácil de comunicar e difícil de recusar.
- Crédito pessoal tradicional: 3% a 6% ao mês
- Cheque especial: 8% a 10% ao mês
- Consignado privado: 1,7% a 2,5% ao mês
Você não está oferecendo um produto. Está mostrando que o cliente está pagando mais do que deveria — e que existe uma saída mais barata.
Quem pode contratar e onde encontrar clientes
Qualquer trabalhador CLT de uma empresa que aderiu ao sistema. Atualmente, o foco está em empresas com mais de 50 funcionários, mas a adesão de empresas menores cresce mês a mês.
A estratégia mais eficiente: identificar empresas na sua região que já aderiram ao sistema e buscar uma parceria com o departamento de RH. Em vez de prospectar cliente por cliente, você chega a dezenas ou centenas de trabalhadores de uma vez — todos com acesso ao produto e potencialmente interessados.
A janela de oportunidade que está se fechando
O consignado privado ainda está em fase de adoção. O produto vai virar mainstream — a questão é quanto tempo isso vai levar. Nos próximos 12 a 18 meses, mais empresas vão aderir, mais trabalhadores vão conhecer o produto e mais consultores vão começar a oferecê-lo.
Os que estiverem posicionados agora, quando o mercado está menos saturado, terão vantagem competitiva que é difícil de superar depois. Carteira construída, reputação estabelecida e processo dominado antes da competição aumentar.
Três ações práticas para começar agora:
- Domine o produto: entenda as diferenças entre plataformas, as taxas e os critérios de aprovação
- Mapeie empresas na sua região que já aderiram ao consignado privado
- Construa um discurso claro comparando as taxas com o que o trabalhador paga hoje
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